Deitada no chão, sem forças para me levantar, sequer tentar...
Deitada no chão, esperando uma ou duas ou até três mãos, que me façam ter um pouco mais de força para levantar e caminhar...
Deitada no chão, desejando que, rapidamente, cheguem os braços que me carregarão por esse caminho amargo e áspero para chegar à tão, outrora, desejada maturidade e independência! Deitada no chão, colando a minha orelha direita ao solo e tentando ouvir tudo como se usasse as duas! Não consigo ouvir nada!
Deitada no chão, sentindo a minha respiração levantar um pouco o meu tronco... desprovido de ar, de coragem.... de vida!
Deitada no chão, com os olhos fechados e desejando dormir...
Deitada no chão, vejo o mundo girar... Desejando ficar quieta e nesta estranha e apática paz! sexta-feira, abril 07, 2006
Deitada no chão...
Deitada no chão, sem forças para me levantar, sequer tentar...
Deitada no chão, esperando uma ou duas ou até três mãos, que me façam ter um pouco mais de força para levantar e caminhar...
Deitada no chão, desejando que, rapidamente, cheguem os braços que me carregarão por esse caminho amargo e áspero para chegar à tão, outrora, desejada maturidade e independência! Deitada no chão, colando a minha orelha direita ao solo e tentando ouvir tudo como se usasse as duas! Não consigo ouvir nada!
Deitada no chão, sentindo a minha respiração levantar um pouco o meu tronco... desprovido de ar, de coragem.... de vida!
Deitada no chão, com os olhos fechados e desejando dormir...
Deitada no chão, vejo o mundo girar... Desejando ficar quieta e nesta estranha e apática paz! domingo, março 12, 2006
Balanço Final - Simone de Beauvoir
"BALANÇO FINAL "
"Como todo ser vivo, procurei atingir meu ser e para isso inspirei-me nas experiências nas quais tinha a ilusão de haver chegado a isso. Conhecer era, como em minhas contemplações infantis, oferecer minha consciência ao mundo, arrancá-la do nada do passado, das trevas da ausência; parecia-me realizar a impossível união do em si e do para si, quando me perdia no objecto que olhava, nos momentos de êxtases físicos ou afetivos, no encantamento da lembrança, no pressentimento entusiasta do futuro. (...)"
E assim tu foste e outros também, onde nada de novo ...tudo igual e sempre o mesmo sonho...
"(...) E desejava também materializar-me em livros que seriam como os que amara, coisas existindo para o outro, só que marcadas por uma presença: a minha. Toda a busca do ser está fadada ao fracasso; esse mesmo fracasso, porém, pode ser assumido. Renunciando ao sonho vão de nos tornarmos deus, podemos satisfazer-nos simplesmente em existir. Saber não é possuir e, no entanto, não me canso de aprender. (...)"
Simone de Beauvoir e um pouquinho de mim...
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